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Notícias

Atualização da Microsoft corrige falha crítica de segurança
Criminosos podem roubar informações de computadores vulneráveis.
Outra brecha permite que piratas redirecionem internautas para sites fraudulentos.

A Microsoft disponibilizou para seus internautas a atualização de duas falhas de segurança, incluindo uma que corrige um problema crítico em todas as versões do Windows XP e do Windows Server 2003.

A classificação “crítica” é a mais grave, na escala de falhas da companhia de Bill Gates. Com essa brecha, piratas da internet podem usar o Internet Explorer 7 e outros programas para invadir os computadores das vítimas.

Com isso, é possível roubar informações armazenadas na máquina – se esses dados forem bancários, por exemplo, pessoas mal-intencionadas podem fazer transferências financeiras sem o conhecimento dos titulares das contas. Além disso, os piratas podem usar as máquinas invadidas para repassar spams, as mensagens de e-mail não-solicitadas.

A outra vulnerabilidade foi considerada “importante”, classificação que fica logo atrás de “crítica”. Com esse problema, que afeta usuários do Windows 2000 Server e Windows Server 2003, piratas conseguem redirecionar o tráfego de internet. Com isso, os donos dos computadores vulneráveis podem acabar acessando sites fraudulentos, mesmo quando querem ir para páginas legítimas.

“Deixar de fazer as atualizações significa que o usuário estará vulnerável a ataques de piratas”, alerta Graham Cluley, consultor de tecnologia da empresa de segurança Sophos.

Fonte: http://g1.globo.com

 

Pai da internet vê governos longe do controle da Web
Vinton Cerf, 64 anos, diz que 99% da rede está nas mãos do setor privado.
Norte-americano trabalha em projeto da NASA de uma "internet interplanetária".

Vinton Cerf, tido como um dos primeiros "pais" da internet, acredita que será muito difícil para os governos aumentarem seu controle sobre a rede mundial de computadores por meio de entidades internacionais nos moldes da ONU. Ele defendeu o atual modelo de gestão da web, com a participação de múltiplos setores da sociedade.

O norte-americano de 64 anos, que ao lado do colega Robert Kahn desenvolveu na década de 1970 os protocolos TCP/IP, a base da infra-estrutura de comunicação dos computadores ligados à web, se diz contrário à criação de uma entidade intergovernamental que substitua o monopólio da Icann. A organização sem fins lucrativos, de cuja diratoria ele fez parte até outubro, é vinculada ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

"Praticamente todos os países do mundo têm algum acesso à internet, alguns menos que os outros. Então é tentador pensar que você precisa de uma estrutura com os moldes da ONU, mas pensar isso é errado", disse Cerf nesta quarta-feira (14) em entrevista à Reuters no Rio de Janeiro, onde participa do Fórum de Governança na internet (IGF).

"E a razão para isso é que 99% da internet está nas mãos do setor privado", explicou o pesquisador. "São 1 bilhão de usuários espalhados pelo mundo, não é apenas algo governamental a se controlar, é por isso que você precisa dessa estrutura de participantes de múltiplos setores para avaliar todas as perspectivas possíveis."

Cerf deixou a Icann após sete anos na diretoria da entidade, formada por representantes de governos, setor privado e academia e que conta com integrantes brasileiros. O pesquisador é atualmente executivo do Google e é convidado ilustre do IGF, evento que acontece em meio a crescentes pressões pelo aumento do controle dos governos sobre a web.

Países como o Irã, a China e até o Brasil argumentam que a internet deveria ser administrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) ou outra organização mundial.

Fonte: http://g1.globo.com

 

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